A maioria das pessoas que vivem nas zonas azuis gostam da atividade física, incorporada naturalmente na sua rotina diária: jardinagem ou caminhadas. A presença de um senso de comprometimento familiar ou social (poucos políticos estariam habilitados a viver nas zonas azuis sem acinzentarem as mesmas!!!). Baixo stress  e um ritmo de vida mais brando. Conexão com as células existenciais. E a dieta caracterizada por ingestão moderada de calorias, na sua maioria de plantas.

            Os já de muito conhecidos,  os inimigos   de uma vida saudável, capazes de encurtar o tempo de qualquer um:

  • trabalhos e transportes sedentários

  • aumento do tempo colado nas telinhas

  • atividades recreativas reduzidas

  • uma dieta de comidas altamente processadas, densamente calóricas, e deficiente em bons nutrientes com grandes tamanhos de porções disso, sem valor

  •  isolamento social

  • stress crônico

  • imobilidade social

  • remunerações desequilibradas

 

            Ou seja: aí estão  as bases usuais de uma sociedade moderna de consumo.

            Quando se fala dos padrões de Dieta Norte-americanos falasse do $$$$$ envolvido na indústria alimentar, dos alimentos industrializados: a meca de consumo da alimentação artificial, destaca o artigo.

            A maioria dos norte-americanos come quantidades excessivas de comidas massificadas e de baixa qualidade de calorias: a "famosa" junk food. Não a toa os EUA naufragam na epidemia de obesidade que por lá grassa. Além disso a alimentação insensata é encorajada e disponível em qualquer oportunidade: nas escolas, no trabalho, nas mercearias, nos postos de gasolina e mesmos nos parques:

            Aonde quer que nós vivamos, trabalhemos e atuemos nós somos conduzidos a consumir comidas que não contribuem para nossa saúde, destaca o artigo publicado na revista Scientific American.

            Esse padrão de alimentação é altamente lucrativo, sendo que qualquer desvio dele encontra resistência naqueles que fazem sua vida explorando a comida de baixa qualidade, salienta o artigo.

            O relatório científico alimentar liberado pela Departamento de Agricultura dos EUA, em 2015 alerta para que se consuma uma maior quantidade de plantas, e uma baixa porcentagem de calorias vindas da carne vermelha ou carne processada e de gordura saturada animal: o que bate de frente com os maus hábitos correntes nos EUA.

            Logo qual seria a média de consumo a ser seguida? Parte do problema pode ser a obsessão sobre os detalhes dos nutrientes isolados em primeiro plano, destaca o autor do artigo. Nós poderíamos faze bem tomando uma respiração profunda e dando um zoom out por um instante. Por isso a abordagem multifacetada, holística das Zonas Azuis  podem ajudar.

            "Ao final do dia, eu não estou pretendendo um enfoque puramente científico, ou se gordura ou proteína ou carboidratos  são os melhores. Eu lhe digo, entretanto, que as pessoas que vivem muito ingerem uma  muito complexa dieta de carboidratos, com níveis médios de gordura e do meio para baixo em níveis de proteína. Minha posição é simples: aqui está o que as pessoas que vivem muito comem  em média ao longo de mais de um século, e se você está interessado na saúde dai resultante, semelhante a eles, você deve prestar atenção nisso." afirmou Buettner

 

 

Resultado da pesquisa: a velhice não é o território das queixas para aqueles que trilharam um caminho saudável compartilhado com a natureza.

 

            A doação, o compartilhamento, no dia a dia é provavelmente tão importante ou mais do que as pessoas comem na Zonas Azuis, contribuindo na sua longevidade, segundo Buettner.

            O nutricionista Andy Bellatti concorda com essa percepção: 

           

            " Uma das coisas que eu realmente gosto nas Zonas Azuis é que elas parecem saudáveis holisticamente, não apenas em termos nutricionais,  é a maneira como essas pessoas estão conectadas socialmente, a maneira como a atividade física  está incorporada nas suas vidas diárias, e como seu meio ambiente contribui para as suas saúdes, não só suas escolhas nutricionais."

            E no tocante ao consumo de carne, é ruim? Uma conferência patrocinada pela Harvard Chan School of Public Health- EUA em 2014 teve como principal conclusão:

 

            Temos que achar maneiras criativas  para comer menos carne, com fins a tender os propósitos de saúde e do meio-ambiente; a produção de gado é uma das maiores fontes da produção de gases do efeito estufa, levando a degradação da água fresca e da terra agricultável.

            "Uma conduta cultural presente nas Zonas Azuis  que tem sentido presente é que eles não estão obcecados, como nós estamos, com o que eles vão comer e como vão viver. Isso é o que acontece, um contexto cultural que permeia tudo. Talvez nós devêssemos deixar nossa vida ganhar tal qualidade." declarou Bellatti.

 

 

        Assista a um vídeo no Youtube (em inglês) onde o pesquisador norte-americano mostra os resultados de sua pesquisa sobre as Zonas Azuis, com belas imagens: